Da Corrida para o Triatlo

O triatlo surgiu como uma evolução natural, pois sempre quis experimentar esta modalidade e depois de me sentir confortável a correr podia tentar acrescentar-lhe a natação e o ciclismo de que também sempre gostei.

Comecei a treinar e inscrevi-me com um grupo de amigos no Triatlo Internacional de Lisboa(2013). Todos eles se inscreveram na distância longa (até as miúdas!!!).
Eu inscrevi-me na curta (900mts a nadar, 45kms a pedalar, 10kms a correr).

Fui motivo de chacota durante um ano.

Todos eles fizeram a prova de triatlo com touca azul escura, eu fiz de touca amarela. Ainda hoje me tratam por “touca amarela”.
Até nas fotos me colocaram à margem… bandidos.

Mas o meu plano era ir degrau a degrau e sem queimar etapas. Queria que a evolução nesta modalidade fosse feita de forma sólida e ponderada.

Foi uma prova de triatlo cheia de ansiedades e surpresas, de muitas experiências novas e de muitos erros de principiante, mas foi uma prova inesquecível.

Duríssimo como todos os triatlos daqui para a frente e mesmo assim inundado de sensações de realização e superação completamente inimagináveis.
Sofri, mas sofri sempre com um sorriso e com vontade de mostrar a mim mesmo que algo de muito maior estava para lá da linha de meta.
E não me enganei.

Terminei este primeiro triatlo à frente de muitos grandes atletas, inclusive de alguns ex-atletas olímpicos portugueses e de outros triatletas bem treinados e experientes.

Foi lindo, não podia ter tido melhor baptismo.
E mais lindo ainda foi quando, depois da meta consegui abraçar a minha família (a minha mulher e os meus filhos).

Eu chorava de alegria, eles choravam porque eu chorava, chorávamos todos, mas todos muito, muito felizes!!

Custou-lhes tanto apoiar-me como se tivessem feito a prova. Sofreram comigo. Foi a primeira vez que tive essa sensação de partilha de esforço em prova. Foi mesmo uma sensação inesquecível, e uniu-nos ainda mais.

Ainda hoje vou regularmente ao vídeo que a minha filha fez da prova. Quando preciso de algum reforço de motivação é aí que regresso.
Esse é um dos altares onde “rezo”.

José Massuça

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