História

ERA UMA VEZ…

Um rapaz que usou botas ortopédicas até aos 9 anos e que era o gordinho da família.

Passada essa fase, não me tornei propriamente atlético, mas sempre fui activo, e experimentei vários desportos, desde o andebol ao hóquei. O problema é que em nenhum durava mais do que 3 ou 4 meses.

Foi com o windsurf, que aprendi sozinho, que nasceu a resiliência em mim. Passados mais de 20 anos, quando comecei a correr a sério, esta característica aguçou-se.

As pessoas preocupavam-se com a minha nova e intensa actividade física. Estaria preparado? Nunca acreditei na segmentação que as pessoas costumam fazer: ou é desportista ou não é. Tornei-me um “caçador de impossíveis”.

Da minha primeira prova, uma corrida popular, guardo com muito carinho a medalha que recebi, ainda mais tendo sido entregue por um ídolo da corrida de resistência em Portugal, Carlos Lopes.

Desde aí, já depois dos 40 anos, tornei-me maratonista, e, depois, triatleta. Participei em competições como o UltraMan e o IronMan, num esforço de superação constante.

Comecei a correr, em parte, para poder comer e beber mais daquilo que gostava, mas o desporto mudou-me e tornei-me mais saudável também à mesa.

O importante é adaptar o desporto à vida, embora o meu próximo desafio signifique uma pausa nessa filosofia.

Em Setembro, torno-me o primeiro português a completar um Epic 5: são 211 quilómetros a correr, 900 quilómetros a pedalar e 19 quilómetros a nadar, espalhados por 5 ilhas do Havai, e conseguidos ao longo de 5 dias.

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