Motivação

O desporto cria uma rede de amizades incríveis, e mais ainda no caso do desporto de resistência, porque não estás a competir com ninguém a não ser tu próprio. Quem está ao teu lado nestas provas, ajuda-te.

Defendo que os treinos têm de encaixar na vida quotidiana e não o contrário. Se for preciso cortar algum treino porque acho que não me vai render, faço-o. Já tenho sabedoria suficiente para não entrar em stress quando realinho algum treino. Estou um pouco mais atento ao meu corpo.

Durante as provas, há até momentos de alucinação, em que recordo pessoas e corro ao lado delas, uns que já morreram, outros que não estão ali fisicamente mas de certeza que estão a puxar por nós. Por isso, correr sozinho, nunca. Na meta, é o meu momento.

Desistir por questões mentais, nem se põe em questão. Tenho convivido com histórias de vida de pessoas que passam por coisas inimagináveis. Eu estou a fazer desporto, uma coisa de que eu gosto e um desafio a que eu próprio me propus. Chegar à meta tem de ser agradável, uma festa! É a chegada ao momento de usufruir daquela sensação espectacular de superação e realização pessoal.

É muito raro haver uma prova em que eu não me emocione. Mas, mesmo estando ali com uma cara de esforço, as sensações finais são muito agradáveis.

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